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Movimentos sociais prometem resposta a ruralistas com marcha contra agrotóxicos

Publicado por Redação da RBA
18:40
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São Paulo – Movimentos sociais e organizações socioambientalistas prometem para esta quinta-feira (7) um protesto em Brasília (DF) para lançar uma campanha contra o uso indiscriminado de agrotóxicos e contra as mudanças no Código Florestal. As alterações na legislação ambiental são defendidas pelo relator do projeto na Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), e por representantes do agronegócio. A marcha coincide com o Dia Mundial da Saúde e é uma resposta à manifestação de ruralistas em frente ao Congresso Nacional realizada nesta terça.

Um dos objetivos da mobilização é deixar clara a posição de trabalhadores rurais e agricultores familiares contra as propostas ruralistas de alteração do Código Florestal. Como algumas entidades ligadas ao setor chegaram a defender e pedir até mais mudanças a Rebelo, os ativistas querem deixar claro que o principal interessado em abrandar a legislação é o agronegócio.

O protesto ainda selaria uma “arco de alianças” entre movimentos sociais do campo e da cidade e organizações ambientalistas em favor de uma agricultura que conviva de forma responsável com o meio ambiente.

A “Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida” pretende alertar a sociedade para o uso sem critérios de defensivos agrícolas. O Brasil é o maior consumidor mundial dessas substâncias: cerca de 1 bilhão de litros foram empregados em 2009, uma média de 5 litros por habitante.

O novo modelo agrícola defendido pela campanha valorizaria a agricultura familiar com desmatamento zero e geração de trabalho e renda para a população rural. Além disso, eles cobram acesso a tecnologias agroecológicas que não necessitem de agrotóxicos.

A marcha sairá do pavilhão de exposições do Parque da Cidade, às 7h. A previsão é que chegue às 9h à frente do Congresso, onde ocorrerá um ato público. Participam o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf), o  Movimento de Pequenos Agricultores (MPA), o Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), o Instituto Socioambiental (ISA), o Greenpeace, o SOS Mata Atlântica e o Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), entre outros.